O processo utilizado na produção das membranas é caracterizado pela desestabilização de uma solução polimérica, que se consegue através da indução do estado de supersaturação na solução, pela adição de um outro componente, um não solvente para o polímero. A solução, então, torna-se termodinamicamente instável e tende a se separar em pelo menos duas fases: rica e pobre em polímero. No processo de formação de uma membrana, a fase rica dará origem à estrutura, enquanto a fase pobre dará origem aos poros.
A viscosidade aumenta com a concentração de polímero na fase rica, dificultando a transferência de massa no sistema. Durante este processo, caso a transição vítrea da fase concentrada em polímero ocorra, o equilíbrio termodinâmico entre as fases líquidas não é alcançado, o que leva à fixação da estrutura e a formação da membrana.
Dependendo da natureza do sistema, podem ocorrer interações físico-químicas entre as cadeias poliméricas, podendo levar à gelificação, ou até mesmo à formação de regiões cristalinas, acelerando a precipitação. A competição destes fenômenos durante a separação de fases dará origem a diferentes tipos de membrana.
![]() Polímero, solvente e solução. |
![]() Detalhes da extrusão |
![]() Feixe de fibras ocas. |
A Empresa utiliza essa tecnologia na produção de membranas na forma de tubos capilares (fibras-ocas), cujas paredes possuem microporos com diâmetro médio em torno de 0,2 micrometro (0,0002 mm). Poros com esta dimensão retêm todos os tipos de microrganismos, ou outros tipos de materiais em suspensão, garantindo baixa turbidez (<0,1 NTU), pureza e a esterilidade da água.
A filtração rigorosa da água: